terça-feira, 25 de maio de 2010

Rebu na Encruza

O tema é batido mas vale sempre lembrar. É muito forte o poder que uma roda de samba tem em trazer de volta sambas que estavam empoeriados por aí. Ontem estava vagando pelo twitter na madrugada e me deparei com a seguinte mensagem de nossa amiga e assídua frequentadora da Ouvidor Renata Trigueiros: "Queria muito escutar Rebu na encruza... Mas acho que vou ter que esperar ate sabado na Ouvidor. Nao consigo baixar o disco..."

Mais engraçada ainda foi a resposta do nosso Gabriel: "Minha amiga @Re_Trigueiros, ninguém em sã consciência quer escutar Rebu na Encruza uma hora dessas. Só o Camisa de Botão."

Eu ri demais.

Pra quem não sabe, o samba Rebu na Encruza é Baiano do Cabral e Frank e foi gravado na década de 70 no disco Olé do Partido Alto 3. Esse disco já foi disponibilizado aqui.

Quem diria que o samba Rebu na Encruza iria sair diretamente do vinil para o Twitter.

Pra quem quiser seguir a rapaziada do Samba da Ouvidor no twitter é só procurar por: @ricardobrigante, @gabrieldamuda, @RaphaelZanc e @ffalcaocazes.

Fica a dica. Vale também seguir nosso amigo do Terreiro Grande, Renato Martins. @_renatomartins_

Um abraço e até sábado, Brigante!

6 comentários:

Gabriel da Muda disse...

Meu amigo Brigante;

ontem mesmo estava comentando numa roda de amigos no Bar do Momo, sobre o poder que a roda de samba tem.

É impressionante notar algumas coisas. Por exemplo: o belo samba Pra Quê Pedir Perdão, do Moa, nunca foi tocado em rádio nenhuma, e é um grande sucesso quando tocado nas rodas.

O samba Conversa Fiada, do Joãozinho da Pacadora, virou uma obrigação em qualquer roda que modestamente eu dou minha contribuição. Ontem no Renascença tinha uma rapaziada me pedindo loucamente para tocá-lo.

E agora surge o Rebu na Encruza. Outro dia, lembro da Ana, uma amiga nossa, frequentadora assídua da roda nos pedir, assim como outras várias pessoas já nos pediram esse samba do Baiano do Cabral com o Frank.

Nenhum desse sambas citados foi gravado por algum medalhão da nossa música, nenhum figura nas programações das rádios, entretanto, são cantados num belo coro uníssono nas rodas da cidade.

É preciso que as pessoas entendam o valor de uma roda de samba, e o quanto ela pode influenciar na vida das pessoas.

Vida longa ao nosso Samba da Ouvidor!

Renata Trigueiros disse...

Sobre a roda de samba: Falo por mim, que de fato tem poder. A prova disto foi eu postar no twitter de forma natural que gostaria de escutar um samba que estava escondido sob a poeira. Meus amigos da Ouvidor levarem um susto foi um susto pra mim também. O samba já faz parte do meu cotidiano. Ali não me sinto em uma platéia. Faço parte daquilo tudo e sei que não estou enganada.
Quando viro aos sábado a 1º de março com Ouvidor me arrepio e não é a primeira vez que digo isso.
Até sábado, amigos!

Ana disse...

Realmente acho que estamos vivenciando algo maravilhoso...
A Roda da Ouvidor está cada vez mais frequentada e não só por curiosos mas por alguns dos autores das músicas que adoramos.
Além disso a roda tem se tornado cada vez mais um reduto de amigos, que além de simplesmente quererem ouvir um samba maneiro se encontram e tentam interagir, a Renata falou bem, na verdade acho que não há platéia, todos ajudam de alguma forma...
Infelizmente nem todos tem o vozeirão do Gabriel para cantar, nem sabem tocar, como o Velha e o Lêlê; mas podem (e devem!!!rsrs)levar "donativos alcoólicos"(valeu Marcelão!), cantar com o coro ou simplesmente lembrar as músicas que mais gostamos ... a contribuição pode ser pequena mas vale.
Desde a lembrança da Renata ando cantarolando Rebu ...
Gabriel, não esquece de cantar! Mas se por um lápso provocado por um maracujá não vier a memória pode deixa que a gente lembra!!!

Até sábado!

Anônimo disse...

Parabéns pelo Blog. Sábado , se Deus quiser, apareço por lá para conferir.

Edson Menezes

Adriana disse...

Realmente gente ... é exatamente o que estão falando. Tá acontecendo algo de esplêndido, inexplicável no samba da ouvidor.
Tá fantástico aquilo lá .. não tenho nem palavras ... me arrepio toda só de lembrar das maravilhosas tardes de sábado que passamos por lá.
Chego a me comover...acho inclusive que tem alguma coisa a ver com o astral superior, o clima da roda (e que clima!) .. sei lá. Voces são únicos, sensacionais.

Beijos,
Dri.

Ricardo Brigante disse...

É muito legal essa percepção da galera que frequenta o Samba da Ouvidor se sentir parte da roda. É extamente isso. Todos que estão ali naquele momento mágico são extremamente importantes e cada um, a sua maneira, dá sua contribuição.

E esse sábdo que não chega?

Abraços,

Brigante.

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